Sem se constranger com a repercussão ou nula ou negativa de sua manchete de hoje cedo, a Folha insiste em tentar empurrar goela abaixo do leitor a ideia de que políticos da estirpe de Carla Zambelli seriam vítimas de Alexandre de Moraes e não conspiradores que, chefiados por Bolsonaro, tentaram subverter o resultado das urnas para por meio de um golpe de Estado ele permanecer no poder.
Basta ler a supostamente bombástica reportagem do premiado jornalista Glenn Greenwald para jamais encontrar, em alguma linha, algum crime do ministro do STF, algum pedido para fabricar uma prova, alguma ilegalidade, alguma plantação de testemunhas, alguma cilada, e sim tão somente a troca de informações entre assessores do TSE e do STF, ambos sob as ordens de Moraes, com diálogos “suspeitos” tais como: “por favor, verifique se Rodrigo Constantino abriu outra conta no Instagram”.
Francamente, a reportagem está mais para Lava Jato que para Vaza Jato.
O presidente do Senado não nasceu ontem para dar andamento a um impeachment que não aponta um ilícito concreto do ministro do STF e visa tão somente transformar criminosos em vítimas e embaralhar os inquéritos a que respondem.
Dizem por aí que a próxima do Glenn e da Folha será investigar se o rito do Tribunal de Nuremberg foi legal.
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