Nas nuvens escuras
rodeando-me pela
manhã cinzenta sinto
o peito encher de
veneno levando-me
ao cansaço a cada
respirar enquanto
olho para o outro lado
do Eixão onde sinto
nascer a fumaça trazida
pela floresta nacional
em chamas a subir
em ondas produzidas
por um fósforo assassino
aceso por uma
irresponsabilidade sem
fim do fim do mundo
fugidio de outro lugar
a rasgar o céu pelo esgar
das curicacas
em desespero a
bailar pelo ar
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