247 – O relatório final da Polícia Federal sobre o inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil em 2022 revelou que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, prometeu a outro militar que o então presidente não abandonaria os golpistas, informa o Metrópoles. Ao ser questionado pelo tenente-coronel Mauro Sérgio Cavaliere se Bolsonaro se “esqueceria dos que estão indo para o sacrifício”, Cid relembrou a trajetória do ex-presidente.
“Cara, ele mesmo sabe o que é isso, né? Ele tomou vinte dias de cadeia quando era capitão, porque escreveu carta a uma revista. Foi pra Conselho de Justificação porque botaram na conta dele aquela operação pra explodir Guandu. Se f0deu a vida toda. Então, ele sabe o que que é”, disse.
O questionamento de Cavaliere veio após ele receber uma mensagem do então comandante militar do Sul, Fernando José Sant’ana Soares e Silva, na qual ele avisou que os militares que aderissem a qualquer iniciativa golpista enfrentariam a lei. O comunicado foi disparado no WhatsApp após a publicação da Carta dos Oficiais da Ativa, que serviu para instigar os bolsonaristas acampados em frente aos quartéis.
“Srs, bom dia. Alertem aos seus subordinados que adesão a esse tipo de iniciativa é inconcebível. Eventuais adesões de militares da ativa serão tratadas, no âmbito do CMS [Comando Militar do Sul], na forma da lei, sem contemporizações”. Ao receber a mensagem do comandante, encaminhada por Cavaliere, Mauro Cid respondeu: “Já era esperado”.
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