247 – O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, reagiu com firmeza às alegações dos Estados Unidos de que a China estaria exercendo influência sobre o Canal do Panamá, classificando as acusações como “mentiras” e recusando-se a dar legitimidade ao debate. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20), Mulino afirmou que orientou seus ministros a não discutirem as alegações de Washington, que considerou infundadas e provocativas.
“Não quero discutir mentiras ou aumentar a morbidez criada em torno da questão chinesa no Panamá e do suposto controle do Partido Comunista sobre o canal”, declarou o presidente, de acordo com o South China Morning Post. Ele também questionou a origem das informações divulgadas pelos EUA.
O almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul dos EUA, que visita o país nesta semana, não se reuniu com Mulino. Holsey, no entanto, deve se encontrar com o chanceler Javier Martínez-Acha Vásquez e o ministro da Segurança, Frank Ábrego, para discutir a “segurança da área do canal”, segundo o Pentágono.
A visita do comandante americano ocorre em um momento de crescente tensão entre os EUA e a China, com Washington acusando Pequim de tentar expandir sua influência sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
China nega envolvimento e acusa EUA de sabotagem – A Embaixada da China no Panamá também rebateu as acusações, enfatizando que Pequim nunca esteve envolvida na gestão ou operação do Canal do Panamá. Em comunicado divulgado na quinta-feira (20), a embaixada chinesa afirmou que as alegações de controle chinês sobre o canal são “mentiras” e acusou os EUA de tentar sabotar as relações entre China e Panamá.
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