O legado humanitário do papa Francisco é mensurável por quem ri ou chora com a sua partida.
Choram os palestinos pelo silenciamento de uma voz ativa contra o genocídio.
Riem os nazionistas por um mundo sem a contestação do extermínio em Gaza.
Choram oprimidos pela intolerância acolhidos no papado sensível à diferença.
Riem os intolerantes cevados no ódio e na incapacidade de amar o próximo como é.
Choram os povos vítimas do capitalismo selvagem pela voz calada contra injustiças.
Riem as potências sem o contraponto humanitário às espoliações e violências.
Chora a periferia invisibilizada e excluída de um sistema combatido pela voz papal
Riem os artífices da desigualdade e do mercado sem a divergência para maltratar.
Choram os religiosos de verdade sem o guia por um mundo inclusivo e solidário
Riem os empresários da fé mais livres para lucrar com a mercantilização da crença.
A postura individual ou coletiva no adeus a Francisco dimensiona a relevância do papa na busca por uma sociedade digna – à luz dos princípios cristãos e humanitários.
A reação é confissão da consciência – do lugar no mundo ao caráter da alma.
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