247 – A defesa do tenente-coronel Mauro Cid classificou como “equivocado” o voto do ministro Luiz Fux no julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. Em declaração ao Metrópoles, a advogada Vânia Bitencourt disse não compreender por que Cid foi enquadrado no crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, enquanto outros acusados não receberam a mesma imputação.
O posicionamento da defesa ocorre após a longa manifestação de Fux na quarta-feira (10), quando o ministro defendeu a absolvição de Bolsonaro, mas pediu a condenação de Cid. O voto já garantiu maioria na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para a condenação do militar. O placar parcial é de 2 a 1 contra os réus.
Vânia Bitencourt reiterou sua crítica ao posicionamento do magistrado. “O voto do ministro Fux foi tratado pela gente como equivocado. Não entendemos como ele imputa a Mauro Cid o crime de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito e aos outros réus não”, disse.
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