Opinião

Memes em letras

Da obsessão pelos números ao tarifaço do café, a tragédia bolsonarista se traduz em memes e derrotas políticas

Jair Bolsonaro e o STF
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17, 22, 27…

Não, isso não é uma progressão geométrica. É apenas uma linha do tempo da relação do inelegível – e agora condenado à prisão – com os números. O primeiro é o número que usou nas urnas para causar o estrago que causou ao Brasil; o segundo, o que escolheu na tentativa de continuar escancarando as porteiras; e o terceiro, bem… o terceiro é o número de anos que terá para, digamos, exercitar a solidão.

Fux-se

A expressão que ganhou as redes sociais a partir do voto do ministro Luiz Fux, culpando o mordomo pelos crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito, foi objeto de diversas análises por especialistas em busca de sua tradução. Para alguns, trata-se de uma interjeição designativa de raiva, indignação e desagrado. Mas, para outros, que vivem no Mundo de Nárnia, não passa de um sinônimo de fast pass para os parques da Disney.

A culpa

Não é possível definir se o clã sofre de transtorno de personalidade narcisista ou de transtorno de personalidade antissocial, mas o fato é que o culpado é sempre o outro. O da vez é o Cid, como já foram Zambelli e Jefferson. O Centrão que se prepare: ao embarcar na canoa do bolsonarismo, certamente será responsabilizado pela próxima derrota. Quem não quiser ser o culpado de amanhã ainda tem tempo.

Marco, o loiro

Tem um cara nos Estados Unidos preocupado com a política anti-imigração do Trump. E é o Marco. É que sua esposa migrou com a família da Colômbia para as terras do Pateta quando tinha 6 anos de idade. A determinação dada por Marco é que ela não saia às ruas, para não correr o risco de ser presa pelo ICE e deportada para as terras do café Bourbon.

E por falar em café

E não é que o Bananinha – que, por coincidência, é amigo do Marco – já está patrocinando um estrago na vida dos americanos? Conseguiu fazer disparar o preço do café nos Estados Unidos. Os consumidores das terras do Pateta já sentem no bolso o peso do tarifaço de Trump contra o Brasil: estão pagando o equivalente a R$ 105 por quilo, o maior valor em um século.

Violência na política

A morte do ativista extremista Charlie Kirk, esta semana, no campus de uma universidade em Utah, é um episódio que deve ser condenado com veemência. Não concordo com uma vírgula do que pregava esse cidadão, mas é inaceitável o que aconteceu. Ainda não se sabe o que motivou o atirador, um jovem filho de policial. O que se sabe, porém, é que esse clima bélico na política vem sendo estimulado, na última década, por um discurso patrocinado por pessoas do mesmo campo ao qual se filiava o próprio Charlie. Frases do tipo “vamos metralhar a petralhada” plantam muito essas tragédias.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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