Polícia prende terceiro envolvido na execução do ex-delegado-geral de SP

Suspeito conhecido como Jaguar se entregou em São Vicente; outros três seguem foragidos

Ruy Ferraz Fontes
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247 – A Polícia de São Paulo prendeu na madrugada deste sábado (20) mais um suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado em Praia Grande no dia 15 de setembro. 

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que “um homem de 42 anos foi preso na madrugada deste sábado (20), em São Vicente. Ele é o terceiro a ser preso por envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O mandado de prisão temporária contra o suspeito havia sido expedido pela Justiça na tarde de sexta-feira”.

Segundo o jornal O Globo, o suspeito foi identificado como Rafael Marcell Dias Simões, conhecido pelo apelido de Jaguar. Ele se apresentou espontaneamente à Delegacia Sede de São Vicente, no litoral paulista, acompanhado de um advogado. 

Prisões realizadas até agora

Com a captura de Jaguar, o número de presos ligados ao caso chega a três. Dias antes, a polícia já havia prendido Dahesly Oliveira Pires — apontada como a mulher que teria buscado um dos fuzis usados no crime, supostamente sob coação — e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, investigado por participação na logística da ação criminosa.

Detalhes da execução

O crime ocorreu após o ex-delegado deixar o expediente na Prefeitura de Praia Grande. Enquanto dirigia, ele foi perseguido por criminosos, perdeu o controle do carro, bateu em um ônibus e capotou. Em seguida, homens armados desceram de outro veículo e dispararam contra o automóvel da vítima. O ataque aconteceu por volta das 18h20, na Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Vila Caiçara.

Foragidos e investigações em curso

A Secretaria de Segurança Pública divulgou oficialmente, na quinta-feira (18), os nomes dos suspeitos apontados como responsáveis pela execução. Apesar dos avanços, três investigados permanecem foragidos:

  • Felipe Avelino da Silva, apelidado de Mascherano, apontado como integrante do PCC e cujo DNA foi encontrado em um dos carros usados no crime;
  • Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, também identificado por vestígios genéticos em um dos veículos;
  • Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, acusado de ordenar que uma mulher buscasse um dos fuzis empregados na execução.

Outro nome investigado é o de Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul ou Colorido, descrito como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista. A polícia analisa se ele tem participação direta no assassinato.

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