247 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que existe “uma simpatia” no governo para avançar no debate sobre a redução da jornada de trabalho. Em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, segundo o g1, o ministro reforçou que ainda “não há uma definição” sobre transformar a proposta em bandeira de campanha para 2026, mas avaliou que a discussão tende a se intensificar diante das mudanças tecnológicas que reconfiguram o mercado de trabalho.
Debate deverá ser ampliado em 2026
Questionado sobre a possibilidade de o governo Lula adotar a revisão da jornada — como o fim da escala 6×1 — de forma semelhante ao movimento feito com a isenção do Imposto de Renda em 2022, Haddad avaliou que o tema ganhará peso nas eleições.
“Eu não consigo prever nesse momento qual vai ser a decisão dos candidatos de 2026 de incorporarem a sua agenda […]. Mas eu acredito sim que esse é um tema que vai ser debatido ano que vem”, afirmou.
Automação e inteligência artificial impulsionam discussão
Haddad destacou que o debate sobre a jornada não é exclusivo do Brasil e tem sido fortalecido por transformações tecnológicas ao redor do mundo.
“Automação, robotização, inteligência artificial, tudo isso está colocando na ordem do dia a questão do bem-estar”, observou. Para o ministro, essa agenda deve ter como orientação central a defesa da dignidade humana: “A economia deveria servir as pessoas e não se servir das pessoas”.
Movimentos contrários no cenário internacional
Apesar da “simpatia” interna pela redução da jornada, Haddad chamou atenção para iniciativas opostas em outros países. “Eu vi relatos de que há propostas, por exemplo, do governo da Argentina de aumentar a jornada de trabalho, se eu não estou enganado, para 60 horas semanais”, afirmou, destacando que a discussão está na “ordem do dia” em diversas regiões.
Relação entre os poderes e clima político
Haddad também comentou sobre as tensões recentes entre os poderes e classificou os episódios como parte do funcionamento democrático. “Essas coisas acontecem. Se você recuperar o passado recente, desde o começo do governo, às vezes dá um estremecimento momentâneo em virtude de alguma disputa, alguma expectativa frustrada. O que é natural. Mas eu tenho confiança de que isso passa”, afirmou.
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