247 – O Banco de Brasília (BRB) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso aos autos da investigação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. O inquérito tramita na Corte sob um dos mais altos níveis de sigilo, por determinação do ministro Dias Toffoli, o que restringe inclusive a consulta a informações básicas do processo. As informações são da Folha de São Paulo.
A apuração está classificada com o segundo maior grau de confidencialidade do STF, o que impede a visualização de dados como a relação de advogados que atuam no caso.
Em nota, o BRB afirmou que o pedido de acesso foi protocolado pelo escritório contratado para investigar a tentativa de compra do Banco Master, operação que acabou sendo barrada pelo Banco Central em setembro. “O BRB informa que solicitou, por meio do escritório contratado para a condução de auditoria forense, habilitação para acessar todos os procedimentos investigativos, no âmbito da Operação Compliance Zero. O Banco BRB destaca que aguarda a decisão da Justiça sobre as solicitações realizadas”, afirma o banco público..
A movimentação ocorre após a operação policial que resultou na prisão de Daniel Vorcaro e na liquidação do Banco Master, em novembro. Na ocasião, o BRB anunciou a contratação do escritório Machado Meyer Advogados, com apoio técnico da Kroll Associates Brasil, para realizar uma investigação independente sobre os fatos relacionados à negociação.
Em comunicado divulgado à imprensa no dia 2 de dezembro, o banco informou que “os reportes serão feitos exclusivamente ao Comitê Independente de Investigação composto por executivos sem vínculo com o banco BRB no período analisado”. A iniciativa buscou reforçar a independência do processo de apuração interna diante da gravidade das acusações.
Inicialmente apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) como cúmplice do Banco Master, o BRB agora tenta reposicionar sua atuação no caso. Em 28 de novembro, o Conselho de Administração da instituição decidiu que irá requerer à Justiça o ingresso como assistente de acusação no processo, caso haja réus formalmente denunciados.
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