247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou nesta quarta-feira (12) que a Polícia Federal encaminhe ao Supremo, de forma completa, os dados obtidos em celulares e mídias apreendidos durante a operação Compliance Zero. A decisão foi tomada após o ministro ser citado em conversas localizadas em aparelhos que estavam com Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master. As informações são da jornalista Daniela Lima, do UOL.
Toffoli ordenou que o órgão “encaminhe ao Supremo na íntegra o conteúdo dos aparelhos e mídias apreendidos”. Segundo pessoas que acompanham o caso, o ministro ainda teria ressaltado que o material deveria ser remetido “imediatamente”.
A medida é vista como um sinal de que Toffoli pretende seguir no comando das investigações relacionadas ao caso. A ordem também foi interpretada como um movimento de endurecimento do ministro diante do avanço das apurações.
A determinação ocorre em meio ao impacto gerado pela revelação de diálogos envolvendo o ministro e Daniel Vorcaro. De acordo com o que foi revelado, essas conversas deram novo rumo à apuração sobre o destino da instituição financeira no âmbito do Supremo.
Os diálogos teriam sido encaminhados pela Polícia Federal ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, e tratariam de temas sensíveis, incluindo o “pagamento” de verbas de fundos sob investigação ao grupo familiar do ministro.
Conversas mencionam pagamentos e encontros
Ainda segundo a reportagem, parte das mensagens também menciona encontros que misturavam políticos e empresários, além de reuniões festivas. Há ainda trocas de impressões relacionadas ao cenário político nacional.
Em alguns trechos, conforme descrito na apuração, Toffoli teria cobrado o repasse de valores vinculados a um negócio da família em sociedade com o banqueiro. O empreendimento citado seria um resort localizado na região Sul do país.
Fachin foi informado, mas PF não pediu afastamento
Apesar do teor das conversas relatadas, os investigadores não solicitaram o afastamento de Toffoli do caso. Segundo o material descrito na reportagem, a PF apenas comunicou ao presidente do STF o conteúdo encontrado nos aparelhos de Vorcaro.
A Polícia Federal também teria recebido sinais de que as complicações em torno da investigação podem se aprofundar, e essa avaliação foi comunicada a Fachin.
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