247 – A possível candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará em 2026 já provoca reações dentro do cenário político local, inclusive entre integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo liderando pesquisas de intenção de voto, o ex-ministro enfrenta avaliações negativas sobre seu desempenho eleitoral. O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), tem feito previsões desfavoráveis sobre uma eventual candidatura de Ciro, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.
Camilo Santana afirmou que não acredita na vitória do ex-aliado. “E se tiverem três candidatos (ao governo cearense), ele fica em terceiro”, disse o ministro, sinalizando uma leitura pessimista sobre o desempenho de Ciro Gomes nas urnas.
A avaliação ganha peso político por vir de alguém que já esteve alinhado com Ciro no passado. A relação entre os dois foi rompida durante as eleições de 2022, alterando o equilíbrio de forças no estado.
Possível candidatura de Camilo
O cenário eleitoral no Ceará ainda não está totalmente definido. Atualmente, o candidato do PT é o governador Elmano de Freitas, que deve disputar a reeleição. No entanto, há discussões internas sobre a possibilidade de substituição, caso o atual governador não avance nas pesquisas.
Nesse contexto, Camilo Santana surge como alternativa dentro do partido. Para disputar o governo, ele precisará deixar o Ministério da Educação até 4 de abril, prazo legal para desincompatibilização. O ministro também mantém mandato no Senado até 2030.
Pesquisas mostram liderança de Ciro Gomes
Apesar das projeções negativas feitas por Camilo, os dados mais recentes indicam vantagem de Ciro Gomes. Levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado no início de março, mostra o ex-ministro com 44,5% das intenções de voto, enquanto Elmano de Freitas aparece com 35,3%.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão