FMI libera US$ 2 bilhões para a Argentina e elogia queda da inflação

Após revisão do acordo de 48 meses, fundo afirma que país teve “transição suave” no câmbio e cobra reformas estruturais

Pedestre caminha em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires, onde fica a sede do governo argentino
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247 – O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira, 31, a liberação de cerca de US$ 2 bilhões para a Argentina, como resultado da primeira revisão do acordo de 48 meses firmado entre as partes no âmbito da Facilidade de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla em inglês). A informação foi divulgada em comunicado oficial do próprio Fundo.

Segundo a nota, a avaliação positiva se deu graças à “forte implementação de políticas”, o que teria permitido à Argentina conduzir uma “transição suave para um regime cambial mais flexível”. O FMI destacou ainda a trajetória de desaceleração da inflação e a continuidade do crescimento da economia como fatores que justificam o desembolso imediato dos recursos.

Apesar da avaliação geral favorável, o país não atingiu a meta estabelecida para meados de junho no que diz respeito ao acúmulo de reservas internacionais líquidas. No entanto, o Fundo ponderou que “outras metas de desempenho e indicadores foram cumpridos”, e afirmou que medidas corretivas estão sendo adotadas pelas autoridades argentinas para superar a falha.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, também se manifestou. Em sua declaração, reiterou a importância de manter a atual política cambial: “A flexibilidade cambial deve ser preservada”. Ela defendeu ainda a necessidade de reformas estruturais em setores estratégicos para a recuperação sustentada do país. “Reformas bem sequenciadas são fundamentais”, afirmou, citando como áreas prioritárias o mercado de trabalho, a atração de investimento estrangeiro direto e a abertura comercial.

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