Opinião

A hora e a vez de Jair Messias

“Se volta e não acontece nada, teremos um pesado véu de impunidade pairando sobre cada um de nós”, escreve Eric Nepomuceno

Jair Bolsonaro, Anderson Torres e prédio do STF
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Por Eric Nepomuceno, para o 247

A cada dia surgem mais e mais absurdos relacionados ao ultradireitista foragido na Flórida, ou mais precisamente em Orlando, a terra do Pateta.

São novos indícios – e, como consequência, novas acusações – de seu incentivo aberto a movimentos golpistas, novas denúncias relacionadas aos gastos astronômicos de seu cartão corporativo deixando claras pistas de desvio de recursos, mais e mais sinais de seu isolamento até mesmo dentro de seu Partido Liberal, rumores surgidos do escritório de Valdemar Costa Neto insinuando um afastamento entre os dois, enfim, há de tudo e algo mais.

Nada mais natural, portanto, que aumente a circulação de especulações sobre o seu destino imediato quando ele retornar ao Brasil, como disse e redisse que fará.

A esta altura já não há espaço para dúvidas sobre se Jair Messias irá ou não parar no xilindró. A questão é quando.

Temos, então, um problemaço pela frente. Se chegar de seu esconderijo na Flórida e for levado na hora ou dias depois para a cadeia, o fujão pode convocar manifestações tremendas ou em Brasília ou pelo Brasil. Vira vítima. E tornaremos a ter atos terroristas por tudo que é lado.

Se volta e não acontece nada, teremos um pesado véu de impunidade pairando sobre cada um de nós. E isso pode levar Jair Messias a botar seu bloco na rua.

Por todos os lados leio artigos de opinião e colunistas com suas fontes bem informadas e protegidas pelo anonimato assegurando que em vez de ir preso o fujão terá um castigo menos gritante mas de igual contundência: ser declarado inelegível pelos próximos oito anos.

Se esses rumores se confirmarem, será um alívio para este pobre e destroçado país. Oito anos sem ele farão com que Jair Messias vire pó.

Resta, porém, uma questão paralela e igualmente grave. Qual o destino do mais perigoso e tresloucado de seus filhos, Carlos Bolsonaro, o Carluxo do Gabinete do Ódio?

Se os outros dois, o senador Flávio e o deputado federal Dudu Bananinha, têm imunidade parlamentar, Carluxo, como vereador, não dispõe desse escudo.

Até quando vai permanecer impune, espalhando ódio e crimes pela vida afora? E qual será a reação do papai quando o filhote for devidamente encarcerado?

Essas questões continuam me azucrinando a alma. E não encontro nenhuma pista para chegar a alguma resposta.  

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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