Abatido do segundo lugar na corrida presidencial pelo furacão Marina Silva, o candidato tucano Aécio Neves fez da vitória em Minas, na disputa presidencial e na eleição para governador, o ponto de resistência de sua campanha. Anteontem ele reuniu mais de 400 prefeitos e dezenas de deputados federais e estaduais em Belo Horizonte para o toque de resistência.
Se ficar fora do segundo turno, o que nunca aconteceu com o PSDB na disputas presidenciais pós-1989, e ainda perder a disputa pelo governo de Minas, seu capital político terá sofrido uma grave corrosão.
Aécio já liderou a disputa em Minas mas, depois da disparada de Marina Silva nas pesquisas, caiu para o segundo lugar. Dilma cresceu alguns pontos, chegando a 35% segundo o último Datafolha. Mas foi Marina, agora com 27% no estado, que mais roubou votos do senador que, segundo ainda o Datafolha, estaria com 22%.
Na disputa pelo governo de Minas, Fernando Pimentel, do PT, continua liderando com 32%, segundo o Datafolha, à frente de Pimenta da Veiga, com 24%. Mas o tucano cresceu 8 pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior, de 12 e 13 de agosto, enquanto o petista subiu apenas três, permitindo que sua vantagem de 13 pontos percentuais caísse para 8. Aécio mobilizou a ampla base municipal tucana no estado para alavancar a candidatura de Pimenta nas próximas semanas. Recuperar a liderança em Minas tornou-se para ele agora uma prioridade.
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