Opinião

Aldir Blanc: chora meu pai, Marias e Clarisses

Esse artigo é em homenagem a duas pessoas: Aldir Blanc, um dos maiores letristas do Brasil, que morreu nesta segunda, e ao meu pai, admirador de Aldir e um nobre militante das causas sociais

"No momento em que escrevo, o delator Roberto Jefferson continua solto. Consta que o bravo tribuno Barbosinha disse: “Não tenho mais pressa”. Se isso for verdade, a Cega anda viciada e uns são mais condenados do que outros", diz o compositor e letrista
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Esse artigo é em homenagem a duas pessoas: Aldir Blanc, um dos maiores letristas do Brasil, que morreu nesta segunda, e ao meu pai, admirador de Aldir e um nobre militante das causas  sociais. 

Meu pai, seu Edson, carioca duro na queda, hoje me ligou cedinho (coração vem na garganta quando recebo ligação de Minas fora de hora).

“Eu precisava desabafar. Você não tem noção do quanto o Aldir foi importante para minha geração. Hoje eu estou verdadeiramente triste”, disse seu Edson. 

Jovens dos anos 80, jovens da diretas já, que clamavam o fim da ditadura militar. Meu pai estava ali, lutando, participando de passeata, plenária, o escambal. 

Aldir também, embalando tantas lutas e sonhos.

E Aldir seguiu embalando outras gerações, incluindo a minha, que luta por um mundo mais generoso, justo, igualitário. 

Nesta segunda chora meu pai, choram também Marias e Clarisses. 

Que perda, meus amigos.

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Cortes 247

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