Opinião

As coincidências da nossa História mais parecem providências divinas

“Cinquenta e quatro anos após aquele dia, os filhotes do AI-5 tentam hoje, em 2022, repeti-lo como farsa”, lembra Hildegard Angel

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Por Hildegard Angel, para o 247

Na data triste de 13 de dezembro, como acontece todos os anos, desde 1968, foi sofrido lembrar e impossível esquecer o turbilhão de infelicidades em que o Brasil mergulhou com a promulgação do Ato Institucional nº 5.  Que jamais se repita.

O mais infeliz aniversário de nossa História. Data dos que humilham e dos que foram humilhados, dos que proíbem e dos que foram censurados, dos que matam e dos que foram matados, dos que mandam e dos que se curvaram afrontados. Dia do lixo, dos sem mérito, dos sem orgulho, dos sem dignidade.

A Brava Gente Brasileira não é ficção, ela existiu. Foram aqueles que combateram a ditadura, com Al5, com tudo, perderam pedaços, perderam a vida e se tornaram imortais. Não fizeram por dinheiro, poder ou para cumprir ordens. São nossas referências reais de coragem e patriotismo. 

Somem-se aos mortos sabidos os milhares de desaparecidos, jamais encontrados, sem paradeiro, sem tumba, sem registros na memória. Os mártires invisíveis dissolvidos no ácido da História mal contada. Sofremos não só por aqueles que conhecemos, mas também pelos que jamais saberemos.

Porém, em meio a tantas más lembranças, o 13 de dezembro de 1968 plantou um bom presságio, com o nascimento, naquele mesmo dia, de um menino, um bebê, que na maturidade se tornou importante por seus méritos e facilmente reconhecível  por sua calva, que lhe valeu o apelido de “cabeça de ovo”, de que ele mesmo faz graça.

Cinquenta e quatro anos após aquele dia, os filhotes do AI-5 tentam hoje, em 2022, repeti-lo como farsa, o que o ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, o nascido na mesma data, impossibilita, fazendo cumprir rigorosamente a Constituição Federal.

As coincidências de nossa História parecem mais ser providências divinas.

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