Por Sara York
Gosto de trazer Jacques Derrida e sua aula sobre “differance” sempre que a diferença é ignorada. Derrida explicou em uma de suas aulas que a mudança da vogal era a condição basilar para que a diferença fosse produzida na língua. As pessoas ainda não entenderam que ser LGB foi um problema do século XX e que no século XXI a questão é a performatividade. Tudo bem ser governador-gay e parecer homem, o problema ainda é performar fora da lógica normativa!
Questionar com elementos ditos ou do campo trans pode ser a grande chance da quebra da cisheteronormarividade.
Sapatão com “jeito de mulher” e gay com “jeito de homem” é discussão ultrapassada em pesquisas acadêmicas. O desafio é o corpo que escapa, por isso Butler em Problemas de Gênero ainda se perdia entre performance e performatividade!
Precisamos nos inspirar nas pretas! Precisamos seguir ou ficaremos justificando a vida gay pelo resto do século! As pretas pararam de discutir “se o correto é preto ou negro” há muito tempo! Foram seguir com suas/nossas pautas… A minha preguiça em discutir gênero e sexualidade com mantenedores da normatividade é justamente ter que explicar toda história dos movimentos e por que estamos aqui, quando na verdade, se o sujeito quisesse saber de fato ele já teria dado uma volta pelo digital.
Precisamos avançar e o G de LGBTI+ não se tornou a segunda letra na sigla à toa. De GLS para LGBTI+ temos minimamente 30 anos de história e não vamos parar para explicar um vocabulário que está acessível numa busca rápida na internet. Políticas públicas salvam vidas e é urgente que as tenhamos para além das promessas e mentiras veiculadas por este governo e por aqueles que ousam emitir sua opinião sem nada ler sobre nossa história.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão