Dizem que a história não se repete.
No dia 17 de dezembro de 1983, em Brasília, durante uma coletiva à imprensa, o general Newton Cruz, Comandante Militar do Planalto partiu para cima de um repórter que fez perguntas sobre democracia, torceu seu braço e o obrigou a pedir desculpas em público pelo que considerou uma ofensa pessoal.
Hoje de manhã, em Brasília, o presidente da República, Jair Bolsonaro investiu agressivamente contra um youtuber, e o agarrou pelo braço, na tentativa de arrancar da sua mão o celular com que gravava a cena.
O rapaz se livrou do ataque, mas foi logo agarrado pelos seguranças que o afastaram do local.
Também hoje, mais tarde, em São José dos Campos, estado de São Paulo, Bolsonaro desacatou seus auxiliares que tentavam acalmá-lo enquanto respondia a perguntas sobre os diálogos de empresários que preferem ditadura ao governo Lula:
“Ninguém põe a mão em mim”, gritou diante de câmeras e microfones.
A carta pela democracia, a posse de Moraes no TSE, o cancelamento do desfile de 7 de setembro e as pesquisas deixaram Bolsonaro à beira de um ataque de nervos.
E a campanha está só no começo.
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