O presidente Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (15) a “lava jato da educação”, batizada com este nome pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez. A ideia do governo é lançar suspeitas sobre os programas como Prouni e Pronatec, além das instituições federais de ensino.
O ministro da Educação já se reuniu com os colegas da Justiça, Sergio Moro, e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, além do advogado-geral da União, André Mendonça.
Eles assinaram um protocolo de intenções que tem como objetivo apurar indícios de corrupção no âmbito do MEC e autarquias nas gestões anteriores. O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, também participou da reunião.
Ou seja, o Estado policialesco, investigatório toma o lugar dos órgãos apropriados para esse tipo de tarefa, como o Tribunal de Contas da União ou o Ministério Público Federal. Sem falar no Parlamento.
Fica claro que Bolsonaro e seus aliados, atolados em denúncias de corrupção que vão de candidaturas laranjas a envolvimento com milícias, querem desviar o foco do imobilismo do governo. É mais fácil acusar do que fazer.
Um dos primeiros alvos deve ser o ex-ministro da educação Fernando Haddad (PT). Além, é claro, os ex-presidentes Lula e Dilma.
Alguém precisa avisar Bolsoanro que a velha mídia já vem tentando destruir a imagem de Lula há décadas. E se ele não estivesse preso, teria sido eleito presidente.
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