Estamos no day after de um grave atentado político à caravana de Lula.
Pois bem. Agora há pouco vi numa transmissão ao vivo pela internet um minicomício do presidenciável Jair Bolsonaro.
Ele e sua turma estavam em cima de um caminhão de som, igual àqueles que Boulos e Lula usam, na saída do aeroporto de Curitiba.
A direita está copiando a esquerda nesse e em outros quesitos, como camisetas.
Se ele fosse um sujeito civilizado e democrata, prestaria solidariedade ao presidenciável alvo do atentado, apesar de ser seu adversário político.
Há um consenso de que não foi um atentado só contra Lula, mas contra a democracia.
No entanto, seus adeptos gritavam “República de Curitiba!” “República de Curitiba”! e usavam camisetas pretas com os dizeres “Lula na cadeia”.
E o deputado Francischini convocava para um protesto contra Lula no fim de tarde.
Solidariedade zero.
Usando uma faixa presidencial tão fake quanto a do Vampirão da Tuiuti no carnaval passado, Bolsonaro falou aquelas platitudes de sempre, tais como “eu sou igual a vocês”, “vamos fazer um Brasil melhor”, “vamos acabar com os bandidos”, “o Brasil precisa de presidente honesto”, clichês aos quais à plateia de uns 200 fanáticos respondia aos berros:
“Mito”! “Mito”!
Disse isso ao lado de figuras tais como Alexandre Frota, um ex-ator pornô a quem prometeu fazer ministro da Cultura.
Elegante como sempre, despediu-se com “um beijo nas mulheres e um abraço hetero nos homens”.
Vou vomitar um pouco e já volto.
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