Opinião

Carta de 11/8 vai esvaziar 7/9 golpista

O dia mais importante de 2022 é 2 de outubro. O segundo é 11 de agosto, quando essa carta será lida no pátio da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco

Jair Bolsonaro e Manifesto pela Democracia
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Enquanto escrevo, o número de assinaturas da Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito passa de 250 mil.

Não sei se estou otimista demais. Acho que será a carta mais subscrita da história do Brasil. Até 11 de agosto passa de 1 milhão. E a força dela é indiscutível. 

Não é apenas um pedaço de papel. Assiná-la, em tempos de pandemia, que não acabou, equivale a sair às ruas. Um milhão de assinaturas será um milhão de brasileiros em praça pública contra os arroubos autoritários do atual inquilino do Planalto.

Trechos da carta histórica são antológicos, não dão nomes aos bois, mas deixam claro quem são:

“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral”.

“São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”.

“Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não obtiveram êxito, aqui também não terão”.

“Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo maior, a defesa da ordem democrática”.

“Independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições”.

“No Brasil não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado”.

“Em vigília cívica contra as tentativas de ruptura, bradamos de forma uníssona: Estado Democrático de Direito sempre!!!!”

O dia mais importante de 2022 é 2 de outubro. O segundo dia mais importante é 11 de agosto, quando essa carta será lida no pátio da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. 

Dentre muitos outros democratas de todo o país, o presidente do TSE, Edson Fachin estará lá.

A repercussão nos meios de comunicação será enorme. E deverá esvaziar os atos golpistas de 7 de setembro.

O terceiro dia mais importante de 2022.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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