A desvalorização do real, forçada pelo BC especulativo, aumenta o custo das importações e, consequentemente, força os preços internos e a inflação, prejudicando a população em todos os 5.563 municípios brasileiros em ano eleitoral.
O presidente do BC deveria, como guardião da moeda, utilizar as reservas em dólar brasileiras para diminuir a cotação do real em ascensão por pura inação.
Por que não o faz?
Em contrapartida, Lula politiza o assunto. Em campanha eleitoral municipal, circula, nessa hora, por todo o país, atacando o que considera chantagem do BC para favorecer, com alta da inflação, a elevação especulativa da taxa de juros, cujos beneficiários são os banqueiros da Faria Lima.
O que estão fazendo os congressistas que não vão à tribuna combater a alta especulativa do dólar, que afeta seus eleitores em seus municípios?
E, também, o que fazem os industriais e comerciantes, de braços cruzados, que não reagem às pressões de custos geradas pelo juro artificialmente elevado pela inação e inércia do BC, que deixa de cuidar da saúde da moeda, deixando de ser útil em sua função institucional?
Juros artificialmente elevados são repassados aos preços, puxando a inflação e arrochando salários.
Na prática, o presidente do BC descumpre suas obrigações constitucionais de ser responsável pela saúde da moeda e entra em choque com a população e os parlamentares, que terão suas bases eleitorais prejudicadas pelos juros altos que Campos Neto promove especulativamente ao recusar usar reservas para acalmar o mercado.
Cadê o Congresso?
Em nome do interesse popular, que se vê prejudicado nos Estados e Municípios pelo jogo especulativo de Campos Neto ao negar intervir no mercado, cumprindo seu papel para baixar a cotação do dólar, tanto o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), quanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG-PSD), teriam ou não obrigação de tomar providências urgentes?
É ou não é a hora certa de o presidente Lula ir à TV, em cadeia nacional, para denunciar a chantagem de Campos Neto, a serviço da Faria Lima?
O titular do Planalto obteria ou não apoio de prefeitos e vereadores, em todo o país, já envolvidos no processo eleitoral municipal?
Os congressistas, nesse cenário de clara politização do BC, têm ou não obrigação de sair em defesa dos interesses da população prejudicada pela especulação com os juros altos, que elevam a inflação?
Campos Neto já deu demonstrações contundentes de que age politicamente, e não tecnicamente, no exercício do cargo, ao conferir preferências de relacionamento político com adversários do presidente Lula, reunidos por pupilos midiáticos, como o apresentador Huck da Globo, na tarefa de conspirar em sua casa com os interessados em retirar o presidente do Planalto.
Temor pela reeleição lulista
A banca especulativa da Faria Lima não se conforma com os indicadores econômicos e sociais que demonstram estar a economia indo bem em matéria de crescimento do PIB, controle da inflação e aumento da taxa de emprego, configurando um contexto favorável de desenvolvimento sustentado, somente bloqueado pela chantagem dos juros altos mantidos pelo especulador Campos Neto.
A dedução lógica proveniente da chantagem de Neto não é outra senão a tentativa de dificultar o desenvolvimento econômico e jogar a população contra o presidente Lula para inviabilizar sua previsível vitória eleitoral em 2026, se o Brasil continuar dando certo sob a gestão da união política que ele promoveu para conquistar o terceiro mandato em 2022.
Estão com medo da vitória eleitoral lulista em 2026 e tentam, desde já, evitá-la na base da chantagem especulativa jurista praticada pela Faria Lima com a bênção do BC.
Enfim, os juros especulativos e o mal que fazem para as administrações municipais entram, de vez, na campanha eleitoral.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão