O futebol brasileiro virou um latifúndio das bets e sucumbiu sob a gestão de uma instituição atolada em denúncias e suspeitas de irregularidades.
A mídia se omite – é silêncio e complacência.
Tolera viciar o torcedor, destroçar a economia doméstica, convulsionar a saúde pública, arruinar famílias e submeter o esporte a desmandos incontáveis dos dirigentes.
É do jogo – do dinheiro. Essa regra é clara.
Em campo, a Seleção amarela – debota a tradição entre fiascos, meninices, anacronismos e um passado descolorido pela vergonha cíclica.
Nem a hipocrisia do 100% Jesus salva.
Nos bastidores, falcatruas eternizam gestões acumpliciadas na destruição do patrimônio nacional.
Nem o VAR escapa.
Nas ruas, o símbolo de orgulho nacional padece sob rapto do fascismo liderado por uma seita de antipatriotas – desclassificados da civilidade e do juízo.
Só reluz na tela o brilho das infinitas bets para fazer do jogo um ralo por onde escoam a renda do mês, a sanidade, a dignidade, a vida.
Ninguém (nem a mídia) vê falta nesse lance.
O país está todo sob marcação da dependência – pode apostar.
Mas “ai” de quem mexe com a coloração da camisa – “horror”, “ofensa”, “ataque”, “absurdo”. Pânico. Berro. Coro. Revolta.
No campo da imoralidade consentida, impedimento vira questão de cor – de resto, tudo pode.
É goleada do cinismo – o 7×1 de todo dia.
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