Com a filiação de Eliziane Gama, que era do PPS-MA, a bancada da Rede chegou ao quinto deputado, melhor dizendo, deputada. Este é o número mínimo para que um partido passa funcionar como bancada, dispondo de líder próprio e de estrutura funcional para a liderança.
Até antes do ingresso de Alessandro Molon, na semana passada, o deputado Miro Teixeira, que era o filho único do partido de Marina Silva na Câmara, só podia se manifestar em nome da Rede como “representante”, e não como líder. Não dispunhza assim da prerrogativa de falar sempre que julgasse necessário mas só com autorização parcimoniosa da Mesa.
– O funcionamento como bancada será importante para a visibilidade da Rede e para nos garantir igualdade de tempo e condições de participação no debate político e nas deliberações da Câmara – diz Miro.
Depois de Molon, que deixou o PT, a Rede recebeu as adesões dos deputados Aliel e João Derly, que deixaram o PC do B, e finalmente a de Eliziane Gama, do PPS.
Embora seja um dos deputados mais antigos e experientes da Casa, Miro não pretende ocupar a liderança. Ele sugeriu aos companheiros que a primeira a ocupar o posto seja Eliziane, uma escolha que realçaria os compromissos de gênero do partido de Marina.
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