Opinião

Como pensam os economistas que defendem a Taxa Neutra de Desemprego

“Economistas desumanos dizem que Taxa Neutra de Desemprego é determinada pela institucionalidade”

Carteira de Trabalho
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O leitor e a leitora certamente ficaram felizes ao saber que o desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre de junho a agosto de 2024, segundo a Pnad Contínua divulgada na sexta-feira 27. Afinal, quem não comemoraria o fato de obtermos o menor nível de desemprego desde 2012?

Resposta: economistas neoliberais.

Esse grupo – cada vez menor, mas ainda bastante influente – acredita numa tal Taxa Neutra de Desemprego (TND), abaixo da qual criar-se-ia um ambiente inflacionário insustentável. Claro, para o grupelho não importa se emprego significa sobrevivência para muita gente.

A lógica dessa gente é que emprego gera consumo e pressiona a inflação, pouco ou nada importando se famílias, por exemplo, passam a se alimentar melhor. A observância da TND, a impedir de alguma forma a queda do desemprego a partir de certo nível, manteria a inflação controlada. 

Sim, é cruel.

Há algum tempo, os “desempreguistas” calcularam a TND brasileira em torno de 9%, portanto os 6,6% atuais seriam inflacionários. Isso significa, para os neoliberais, que a empregabilidade de hoje deve ser combatida.

Esses economistas desumanos dizem que Taxa Neutra de Desemprego é determinada pela institucionalidade. Explica-se: se considerarmos um país europeu típico e compará-lo com os Estados Unidos, o país tipicamente europeu tem uma TND de 9% e os Estados Unidos, de 4%. Por quê? Porque nos Estados Unidos as instituições e o mercado de trabalho são mais, digamos, flexíveis.

Esse lero-lero vai desaguar na defesa de coisas como reforma trabalhista e maldades decorrentes, como a precarização do trabalho.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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