O número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil cresceu 20% nos últimos 12 meses, atingindo um total de 11 mil registros. Este aumento significativo representa o maior volume de uniões homoafetivas desde a resolução do Conselho Nacional de Justiça, em 2013, que garantiu o direito ao casamento civil para a população LGBTQIA+.
De acordo com dados do Censo Brasileiro de 2022, o total de lares homoafetivos no país saltou de 60 mil para impressionantes 391 mil. Os maiores percentuais de uniões homoafetivas foram registrados no Distrito Federal (0,76%), no Rio de Janeiro (0,73%) e em São Paulo (0,67%).
Uma pesquisa em andamento, promovida pelo coletivo Mães da Resistência, busca entender as razões por trás desse crescimento. De acordo com as primeiras análises, “a liberdade é contagiosa”. O estudo revela que, à medida que filhos e filhas exercem sua liberdade performativa de gênero — ou seja, podem explorar e expressar suas orientações sexuais sem se sentir presos a estereótipos —, pais e mães também se sentem incentivados a viver e celebrar suas próprias identidades.
A mudança na percepção sobre gênero e sexualidade tem se mostrado uma força poderosa, desafiando conceitos tradicionais e promovendo um ambiente mais inclusivo. Para muitos, o desejo de liberdade sob a égide de um gênero puramente definido parece cada vez mais ameaçado, à medida que novas formas de se mostrar e se relacionar ganham espaço na sociedade.
O aumento das uniões homoafetivas reflete não apenas uma conquista de direitos, mas também uma transformação cultural em andamento, onde o amor e a aceitação prevalecem sobre preconceitos históricos. Com essa nova realidade, espera-se que o diálogo sobre diversidade e inclusão continue a avançar, solidificando um futuro mais equitativo para todos.
Homoafetivo – O termo homoafetivo refere-se a relações afetivas e/ou sexuais entre pessoas do mesmo sexo e é defendido pelo jurista Paulo Iotti. Isso inclui casais de homens ou de mulheres que se unem por amor, companheirismo e intimidade. O termo é frequentemente utilizado para abranger não apenas o aspecto sexual, mas também a dimensão emocional e social dessas relações.
Heteroafetivo – Por outro lado, heteroafetivo se refere a relações afetivas e/ou sexuais entre pessoas de sexos opostos. Um casal heteroafetivo é composto, por exemplo, por um homem e uma mulher que compartilham um vínculo emocional e sexual. Assim como o termo homoafetivo, heteroafetivo enfatiza a relação emocional, não se limitando apenas à orientação sexual. O detalhe aqui é ignorarmos os casamentos por contratos e acordo que vulnerabilizavam mulheres ao longo da história. Mas isso fica para uma outra matéria quando formos falar sobre o termo capitalista que refere-se a um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção e na liberdade de mercado. No capitalismo, as decisões econômicas são principalmente determinadas pelo mercado, onde a oferta e a demanda influenciam os preços e a produção. O capitalismo também está associado à busca de lucro e ao investimento de capital. A relação entre indivíduos e a produção de bens e serviços é muitas vezes mediada por relações de trabalho assalariado. E o ponto central nele é o menosprezo centenário em torno das políticas do cuidado deixadas a cargo das mulheres.
Conexão entre os Termos – A discussão sobre homoafetividade e heteroafetividade pode, em alguns contextos, ser relacionada ao capitalismo, especialmente ao abordar questões de direitos, representação e aceitação social. Por exemplo, o reconhecimento legal de casais homoafetivos pode ser visto como uma mudança nas dinâmicas sociais e econômicas que desafiam normas tradicionais, refletindo uma sociedade mais inclusiva e diversa ou nublando outras vertentes quando convém.
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