Opinião

Democracia se defende com urnas, não com armas

“Democracia se defende com urnas, não com armas. As urnas são as armas da democracia”, escreve Alex Solnik sobre as novas ameaças golpistas de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro e urnas eletrônicas
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

Por Alex Solnik

Bolsonaro se supera a cada dia em ataques ao regime democrático.

Voltou a falar em armas hoje, alegou que a população deveria se armar para defender a democracia.

Uma clara incitação à guerra civil, e mais um indício de crime de responsabilidade para o seu currículo.

Nunca se viu antes um presidente da República fazer ameaças à integridade do sistema político e à vida dos brasileiros com tanta intensidade e persistência, à luz do dia.

Nunca se viu antes um presidente da República investir tanto na política do caos. 

E ainda ser aplaudido por um grupo de deputados que lhe dá imunidade parlamentar para destruir até a democracia, da qual todos precisam.

As estatísticas já provaram que aumento de armas nas mãos de civis, só resulta em mais mortes, sejam acidentais, sejam propositais.

Por mais que ele incite, a classe média, que votou nele em 2018, não quer guerra civil.   

Ninguém vai sair por aí dando tiros se as urnas não derem o resultado que Bolsonaro quer. 

Democracia se defende com urnas, não com armas.

As urnas são as armas da democracia.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias