Hoje é dia do orgulho LGBT+ e é preciso dizer: o conceito é muito forte e veio para aniquilar de uma vez por todas o que nos resta de animalidade sexista.
Por isso a gritaria desesperada dessa geração escrota que vai morrer de velha, de ódio e de preconceito.
Bolsonaros, pastores-abusadores, neonazistas e congêneres são o último espasmo de uma sociedade troglodita que propaga o terror por onde grassa.
Eles não vão durar pra sempre, porque para durar é preciso ter ideias e organização mental, coisa que eles não têm.
Eles já são passado e sabem disso – até porque querem ser isso.
E o passado, para ser tautológico, passou. É página virada (ainda que se a desvire às vezes para que a história reitere sua abominação).
A masculinidade branca heteronormativa ocidental (MBHO) é a grande derrotada do último século 21, já disse Marcos Bagno.
O dia de hoje marca essa morte bem morrida desse segmento atrasado, apodrecido, repulsivo e canalha que nos atrasou a história em muitos séculos e, agora, estrebucha, por não saber formular um reles discurso alternativo à própria obtusidade de espírito.
Fico feliz em saber que o mundo é cada vez mais LGBT+. É, talvez, o nosso maior salto civilizatório: desprender-se de uma vez por todas do fatalismo sexual e das limitações grotescas que uma libido doentia e violenta pode provocar.
É, por assim dizer, a libertação da sexualidade, o passo além que não foi dado no século 20 por fronteiras semânticas edificadas pelo poder macho e branco.
Essa revolução já está presente na própria linguagem, na própria gramática – e, por isso, não tem volta.
Salve o Dia Internacional do Orgulho LGBT+!
Aqui, nós temos amor, sentido e um infinito a ser explorado.
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