Rodrigo Maia foi reeleito presidente da Câmara, ponto para Temer. Maia vai tocar a agenda das reformas retrógradas em alta velocidade, mas deve permitir que a oposição tente o debate, pelo menos. Na eleição de ontem, um aspecto passou batido e foi o primeiro recado do baixo clero ao governismo depois da derrota de Jovair Arantes, do PTB/Centrão, na disputa com Maia. Na eleição para a primeira-vice presidência, o candidato oficial do PMDB, Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel Vieira Lima, nem chegou ao segundo turno. Foi defenestrado de uma disputa em que ficaram dois candidatos avulsos. Um, Osmar Serraglio, aquele mesmo que foi relator da CPI dos Correios e fez um relatório que levou à Ação Penal 470, o julgamento do mensalão. O outro, Fabio Ramalho, deputado muito popular, famoso pelas comilanças mineiras que oferece aos colegas. Fabinho, como é conhecido, tratorou Serraglio, para alegria dos petistas, que não esquecem o relatório que levou à cassação e prisão de Dirceu e José Genoíno.
Rejeitando o candidato oficial do PMDB, e também Serraglio, que é da “turma”, o baixo clero emitiu o primeiro sinal da indigestão com o tratamento dado pelo Planalto à candidatura de Jovair: jurou isenção mas trabalhou ativamente por Maia. Outro candidato avulso vitorioso foi o deputado JHC (PSB-AL), eleito terceiro-secretário, derrotando João Fernando Coutinho (PSB-PE), o candidato oficial da base. Novos efeitos da refrega agora virão.
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