Opinião

Em defesa da nacionalização das terras, águas, minérios e petróleo

“Sem isso, não há como resolver o problema crônico da fome. Enfim, não há como desenvolver o país”, escreve Leandro Monerato

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Uma lei descoberta por Marx e Engels foi completamente ignorada pela esmagadora maioria da esquerda. Qual seja: que a queda da taxa de lucro é acompanhada pela queda da taxa de juros, e por sua vez, pelo aumento da renda fundiária.

Os países imperialistas mostram taxas de juros tendencialmente em queda.

Nesse sentido, torna-se fundamental ao capital financeiro a captura da renda fundiária. Torna-se fundamental ser o proprietário direto da terra, água, minérios, petróleo. 

O Brasil, como maior fronteira agrícola do mundo; como a maior reserva de água do mundo; e como um dos maiores detentores de minérios e de petróleo do mundo torna-se alvo prioritário das manobras imperialistas.

Diante do colapso da economia capitalista mundial, apenas essa captura da renda fundiária pode dar uma sobrevida a eles, os imperialistas.

Diante disso, coloca-se para os organizações operárias a nível mundial como centro estratégico da sua luta a nacionalização de todos recursos naturais estratégicos.

Sem isso é impossível pensar numa industrialização dos países atrasados. Sem isso, a recolonização torna-se algo inevitável. Sem isso, não há como resolver o problema crônico da fome. Enfim, não há como desenvolver o país.

Ao mesmo tempo, a nacionalização desses recursos nos países atrasados aumentará e muito a crise no interior dos países imperialistas. E o colosso da classe operária nesses países não tardará em botar abaixo essa dominação ao mundo.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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