A polêmica em torno do que disse Lula, na África, sobre o massacre de Israel a Gaza, caiu como uma cortina de fumaça para quem quer fugir dos holofotes do crime e criar narrativas ideológicas. O próprio Netanyahu procura faturar em cima das palavras de Lula, enquanto bombas cruzam o céu Palestino.
Se tem uma coisa que percebi nos últimos anos, é que não se deve contestar o Presidente Lula sem antes contextualizar com profundidade o seu comentário.
Até a ficção contém ironia, como no filme ostentação ‘Polícia Federal: a lei é para todos’, lançado em 2017, com a intenção de se perpetuar como documentário sobre o enterro político de Lula e a ascensão vitoriosa do super-herói justiceiro Sérgio Moro.
No filme, o ator Ary Fontoura, lava jatista, interpreta Lula e profetiza quando sai do interrogatório após a coercitiva: “vou guardar cada rostinho de vocês, para quando eu voltar a ser presidente”.
A mídia vem pautando seus noticiários em cima da fala de Lula sem relevância argumentativa, que desmonte o paralelo traçado entre o genocídio em Gaza e o holocausto.
Várias nações já se levantam contra Netanyahu, a própria população de Israel tem se manifestado nas ruas pelo fim do ataque causado pelo governo de Israel de maneira desproporcional, configurando crime de guerra.
A história contará se Hitler e Netanyahu tinham algo em comum. Contará também se o Estado da Palestina contou com a contribuição de um brasileiro para sua independência com autoridade legal e reconhecimento global; assim como o Estado de Israel, criado em 1947, que teve o apoio fundamental de Oswaldo Aranha, presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.
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