No último dia 5 de agosto, a Procuradora Geral da República da Venezuela, Luisa Ortega Díaz foi destituída de seu cargo, pela Assembleia Nacional Constituinte, em resposta às suas várias tentativas de impedir a instalação e o funcionamento desse órgão eleito pela população em substituição ao Congresso anterior, de maioria oposicionista, que não deixava Maduro governar, mais ou menos, o que Eduardo Cunha fez no Brasil em 2015 com Dilma Ro0usseff.
Só que Maduro reagiu a tempo e colocou os coxinhas venezuelanos no seu devido lugar.
É impressionante a semelhança física e ideológica entre Capriles, o liderzinho da direita venezuelana e João Dória, que pretende ser o Capriles brasileiro.
Há alguns días a ex-Procuradora fugiu do país, alegando perseguição política, em companhia do marido, o ex-deputado Germán Ferrer, sobre quem pesam graves acusações de corrupção, rumo à Colômbia.
Segundo Maduro, “Estados Unidos conseguiu chantagear ao ex-deputado Germán Ferrer; o chantagearam porque descobriram suas contas bancárias no mundo inteiro. Quebraram-no moralmente”.
Ferrer enfrenta uma ordem de captura por supostamente liderar uma rede que extorquia empresários do setor petroleiro corruptos a partir da Procuradoria. “Luisa Ortega avisou a empresas vinculadas com o setor petroleiro que estavam sob suspeita, em troca de milhões de dólares”.
Mas a Colômbia não era o destino final da ex-Procurador justiceira e do marido fugitivo da Justiça. Deixaram Bogotá um dia depois de o presidente Juan Manuel Santos lhes oferecer asilo. Não buscavam asilo, portanto, não ao menos em um país de pouca expressão mundial.
Depois de passar por Panamá ela chegou a Brasília esta manhã, convidada pelo Procurador Rodrigo Janot para participar de uma reunião de Procuradores de toda a América Latina.
Um convite que beira o absurdo. Se ela não é mais a Procuradora da Venezuela não poderia falar em nome do seu país num encontro desse tipo.
Tudo indica que a viagem ao Brasil tem outro motivo e vai culminar com um pedido de asilo político, já que à Venezuela a dupla não pode voltar enquanto Maduro estiver no poder. Aqui ela vai ter todo o espaço na imprensa reacionária para acusar o “ditador” Maduro de receber uma grana preta da Odebrecht.
É fácil adivinhar que será capa de todas as revistas semanais próximas às Marginais.´
O ministro Aloysio Nunes Ferreira deverá aplaudir e aconselhar Temer a conceder o “asilo humanitário”.
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