Depois da EBC e do Ministério da Cultura, os expurgos no governo federal chegaram hoje ao Ministério da Saúde. Enganei-me. Pensei que o governo interino iria esperar a decisão do Senado sobre o impeachment para avançar com a caça às bruxas mas, pelo visto, ela está solta e continuará degolando gestores, não poderem incompetentes ou inadequados porque são tidos como identificados com o projeto do governo interrompido.
Agora foi o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que exonerou titulares de 73 cargos comissionados da pasta, dentre os quais postos de assessoria técnica, gerentes de projeto e coordenadores de área. As portarias estão publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. Programas importantes da área de saúde pública serão atingidos com a saída de profissionais que neles atuavam há muitos anos, alguns tendo sido responsáveis por sua implantação.
A mesma edição do Diário Oficial trouxe ainda a nomeação de Ricardo Peres Demicheli para exercer, interinamente, o cargo de diretor da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), substituindo Paulo Guilherme Francisco Cabral, nomeado pelo ex-ministro Patrus Ananias, embora a lei de criação do órgão, assim como a lei da EBC, previsse um mandato de quatro anos para seu titular. Ele recorreu ao STF.
O governo alterou também, substancialmente, a estrutura de direção do Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), substituindo os ocupantes dos principais cargos de direção.
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