Opinião

Final de campeonato

O elemento mais perigoso do time é Eduardo Cunha. É com ele que o “Legalidade” tem que tomar mais cuidado. Ele é técnico, jogador e juiz ao mesmo tempo, razão pela qual só marca pênalti a favor, por mais acintoso que seja, expulsa quem quiser, valida qualquer gol do seu time, mesmo se for feito…

Deputados de Oposição faz manifestação no Plenário fora Cunha,e se misturam com deputados da situação.
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Torcida brasileira, boa tarde! Fortes emoções nos aguardam na partida de final de campeonato marcada para hoje entre os times “Impeachment” e “Legalidade”, em disputa do Troféu “Palácio do Planalto”.

   Time por time, o “Legalidade” é o favorito. Joga limpo, bonito, com jogadas principalmente pela esquerda e centro-esquerda aplaudidas pelas torcidas organizadas “Bolsa Família” e “Minha Casa, Minha Vida”  que o tem levado a significativas vitórias há 13 anos seguidos.

   Seu principal trunfo é o técnico, Lula, que tem no seu retrospecto o bi-campeonato nacional e é o maior estrategista do futebol brasileiro. Conhecido por nunca jogar a toalha, mesmo quando submetido a condução coercitiva e ameaçado de expulsão, é o mestre das preleções, capaz de levantar a moral dos seus pupilos nas situações mais adversas.

   Jogadores bem preparados, tanto do ponto de vista moral quanto técnico, inspiram-se nas táticas consagradas pelo “Diretas Já”, que derrotou a “Ditadura Militar” em 1984, com gol decisivo marcado pelo craque Tancredo Neves, nos acréscimos.

   O adversário, no entanto, não pode ser desprezado. Conhecido popularmente como “Os corruptos do Cunha”, o “Impeachment” tem a seu favor os fatores campo, imprensa marrom e torcida vip, que ficará concentrada nos camarotes cobertos montados pela Fiesp, na Avenida Paulista, com vista para o mar e farta distribuição de coxinhas.

   A imprensa – se é que Globo, Folha de S.Paulo, Estado de SP e Veja podem ser assim considerados – torce desbragadamente a favor do “Impeachment”. É tamanha a torcida que nas manchetes de hoje eles já publicam o resultado – a favor do “Impeachment”, é claro – antes que a partida tenha começado.

   O elemento mais perigoso do time é Eduardo Cunha. É com ele que o “Legalidade” tem que tomar mais cuidado. Ele é técnico, jogador e juiz ao mesmo tempo, razão pela qual só marca pênalti a favor, por mais acintoso que seja, expulsa quem quiser, valida qualquer gol do seu time, mesmo se for feito com a mão e determina o final da partida quando o placar é seu.

  Pupilo do veterano Collor, treinador e dono do “Casa da Dinda”, onde Cunha deu seus primeiros golpes, usa as mesmas táticas adotadas pelo famigerado  “Golpe de 64” e está escalado para exercer todas as funções que desejar, apesar das centenas de cartões amarelos, no Brasil e na Suíça, aos quais os juízes do STF fazem vista grossa e que jamais resultam em cartão vermelho.

   Inescrupuloso e melífluo, ficou famoso pelas jogadas desleais e manobras casuísticas e não hesita em mandar os seus defensores bateram abaixo da linha da cintura e darem punhaladas pelas costas.

   Conta no banco com o auxílio do não menos venal e traiçoeiro Michel Temer, ex-integrante do “Legalidade”, o qual abandonou ao perceber que poderia trocar o “Palácio do Jaburu” pelo “Palácio do Planalto”, sem dolo.

   Ah, Eduardo Cunha também é o dono da bola.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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