Estava em Valência preparando-me para voltar ao Brasil a conselho de meus clientes do Estado Carabobo.
“Vuelvete, Hermano. La situación va a empeorar muy pronto”, diziam-me
Dia 11 de abril; explodem as notícias do golpe; Chávez fora sequestrado com apoio do presidente da Fedecámaras, Pedro Carmona, e de María Corina Machado.
As tevês privadas jogavam manifestantes pró e contra Chávez uns contra os outros.
Um banho de sangue.
Polícia fiel aos golpistas passou a reprimir protestos esparsos contra o golpe.
Dia 12 de abril; protestos crescem; povo não se conforma.
Chego a Caracas; aeroporto fechado. Não consigo embarcar para o Brasil. Estou preso na Venezuela.
13 de abril; morro desce. Vieram a pé, a cavalo, de moto, de carro, de cadeira-de-rodas, de maca. Idosos eram carregados para o cerco a Miraflores.
Pensei em ir, mas os funcionários do hotel me convenceram a não ir… “Eres estranjero. Puedes ser arrestado”.
Dezenas de milhares cercaram Miraflores. Os golpistas fugiram como ratos. Inclusive Pedro Carmona e María Corina Machado.
Trump não conhece o valente povo venezuelano. Conhecerá.
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