A expressão “calado é um poeta” sugere que o silêncio pode ser mais eloquente do que as palavras, transmitindo sabedoria e profundidade de pensamento. É o que vem acontecendo com o presidente Lula desde que Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou o aumento das tarifas nas exportações de produtos brasileiros.
O tarifaço foi motivado por interesses geopolíticos contra a intervenção do STF no caso das Big Techs e da consolidação do Brasil como membro do BRICS. O governo norte-americano, aproveitando a vassalagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro, usa o ex-presidente Jair Bolsonaro como pretexto para atacar a soberania brasileira.
A população está atenta e percebe que, de um lado, estão os traidores da pátria, os vira-latas que abaixam a cabeça e, de outro, aquele que lidera com altivez um governo soberano contra a potência e influência global dos EUA.
Todas as estratégias da extrema-direita beneficiam Lula politicamente. O discurso a favor da anistia é um gol contra, porque a população rejeita a tese; esse tema não faz parte do dia a dia das ruas.
Os trabalhadores estão preocupados com o bem-estar de suas famílias, querem saber como andam os preços dos alimentos, se há médicos nos hospitais, professores nas escolas e como está a segurança pública. Na prateleira debaixo das prioridades estão os entretenimentos, principalmente o futebol e, claro, a cervejinha no final de semana.
A população olha com desconfiança para as bandeiras estranhas nas manifestações pela nossa Independência. Que gente é essa que veste o verde e o amarelo, mas bate continência e reverencia a bandeira de outro país?
Outrora isso funcionava, mas atualmente não vinga. A percepção de que a “vida melhorou”, de que o atual governo está conectado com os interesses da população, no cuidado com o meio ambiente e de que não negocia suas riquezas só faz crescer a confiança e a popularidade de Lula.
Com a condenação certa do ex-presidente, os cabos eleitorais reversos ficarão ainda mais perdidos no tabuleiro da disputa presidencial. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teria uma boa largada se optasse pelos eleitores da antiga direita “cheirosa”, mas adotou o discurso antipatriótico e fascista para agradar os eleitores do criminoso e quase condenado.
Nessa maré, navega Lula, na alta onda dos índices de aprovação, levando a mensagem “Do lado do povo brasileiro”, na alma e no coração.
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