Opinião

Maia dá ‘beijo da morte’ em Temer com votação nominal

Maia tem se mostrado um ótimo conspirador, mas ele também tem recebido uma “ajudinha” de setores do judiciário e da Globo para dar o “golpe no golpe”

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Michel Temer
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Michel Temer (PMDB) levou o ‘beijo da morte’ de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Botafogo, que definiu votação nominal na denúncia do ilegítimo.

O plenário da Câmara apreciará a admissibilidade de investigação de Temer por corrupção passiva no próximo dia 2 de agosto.

Segundo a mesa diretora da Casa, os deputados serão chamados em ordem alfabética, por estado, alternadamente do Norte para o Sul e vice-versa.

Os parlamentares terão de responder “Sim”, “Não” ou “Abstenção” ao parecer. Ao final, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chamará novamente os ausentes.

Para barrar a autorização da ação penal e, consequentemente, o afastamento, Michel Temer precisará de ao menos 172 votos.

Temer será defenestrado se 342 deputados votarem a favor da abertura de investigação pelo Supremo Tribunal Federal.

Maia tem se mostrado um ótimo conspirador, mas ele também tem recebido uma “ajudinha” de setores do judiciário e da Globo para dar o “golpe no golpe”.

Os caminhos do golpe no golpe

 

 

Conforme a Constituição, quando o presidente da República é acusado por um crime comum, como corrupção passiva, o julgamento cabe ao Supremo, mas o processo só pode ser aberto após autorização do Plenário da Câmara. É necessário o apoio de 342 deputados, dois terços do total de 513 parlamentares.

Se o Plenário não autorizar o processo no Supremo, a denúncia ficará em suspenso na Justiça até que Temer deixe a Presidência da República. Por outro lado, mesmo se houver a autorização do Plenário da Câmara, o STF pode decidir arquivar a denúncia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que a votação em Plenário só será iniciada com a presença de pelo menos 342 deputados. “Podemos começar a discussão com qualquer quórum, mas só podemos começar a votação com 342”, disse. “Qualquer decisão diferente desta significa risco de o Supremo cancelar a votação”, ressaltou.

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Cortes 247

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