Matéria do jornal Diário de Pernambuco dá conta de que o MBL quer impedir discussões públicas em universidades sobre os 100 anos da Revolução Russa e está ameaçando “denunciar ao Papa” que no Brasil há professores querendo ensinar história a jovens estudantes. O movimento reacionário chamou estudantes e professores de “comunistas”.
O que o MBL talvez não saiba é que, no fim do ano passado (novembro), o Papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, em entrevista publicada no jornal italiano “La República”.
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No ano do centenário da Revolução Russa de 1917, o DCE e a Associação dos Docentes da Universidade Católica de Pernambuco promovem no próximo dia 19 ato sobre o acontecimento, que faz parte da história mundial. Haverá uma aula pública e um show poético-musical no pátio da Universidade.
No Brasil das três últimas décadas (ou seja, no pós-redemocratização, de 1985), esse tipo de evento passaria sem maiores repercussões ou conflitos, como algo corriqueiro num ambiente universitário. Mas não no Brasil de 2017.
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