Já é possível fazer um balanço da micareta fascista deste domingo, que ficou muito aquém do público desejado por Jair Bolsonaro e também motivo de vergonha alheia para quem viu de longe.
Ponto 1: a onda reflui e cada vez menos gente se dispõe a sair às ruas para cultuar a estupidez e a destruição do Brasil.
Ponto 2: a micareta fascista foi útil para que todos nós saibamos quem são os novos inimigos do bolsonarismo: o Supremo, o Congresso, o vice Hamilton Mourão e Rodrigo Maia. Serão eles os ‘culpados’ por seu inescapável fracasso.
Ponto 3: Bolsonaro ainda se recusa a aceitar o cabresto que a direita limpinha e cheirosa tenta lhe impor. Ao dizer que as manifestações que ele convocou foram ‘espontâneas’, Bolsonaro avaliza o ataque às ‘instituições’, que abriram as portas para o fascismo com o golpe de 2016.
Ponto 4: a mídia corporativa parece disposta a aceitar um presidente inapresentável no mundo, desde que uma das pautas da micareta fascista seja a reforma da Previdência. E se Bolsonaro for esperto (o que parece ser), usará está carta a seu favor.
Ponto 5: a micareta fascista foi extremamente pedagógica. O ‘ponto alto’, aquele em que bozonazistas arrancam uma faixa em defesa da educação. ‘Viva la muerte’, como diziam os franquistas. É tanta ignorância que em algum momento o Brasil se regenera. O amor vencerá o ódio.
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