Opinião

Mídia que trata Lula como machista comete misoginia em pele de feminismo

A mídia corporativa manipula o feminismo para insuflar ódio contra quem tem trajetória de respeito e valorização da igualdade de gênero

Da esq. para a dir.: Geraldo Alckmin, Gleisi Hoffmann, Lula e Janja
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A equiparação de Lula a Bolsonaro para tachar o petista de misógino é só artimanha hipócrita da mídia na cruzada incurável contra o Brasil. Não há sororidade ou feminismo – ações solidárias desprezadas quando a vítima pertence ao campo da esquerda.

A imprensa cinicamente indignada de agora impingiu em Dilma todos os estereótipos estigmatizantes do machismo e da misoginia. Tratou como louca, sem controle, autoritária, incompetente, burra, feia, mal vestida, inábil, cambaleante – física e profissionalmente. Validou o ódio de um conluio misógino para alçar ao poder um homem branco, casado com uma “bela, recatada, do lar” através do golpe na primeira e única presidenta do país – por indicação lulista, aliás. O antecessor de um fascistinha notório por insultar e ameaçar adversárias, líder de fanáticos pela subjugação da mulher. E não só. Estendeu às mulheres e vozes combativas a classificação de complicadas para reproduzir o silenciamento machista sobre a inteligência feminina. 

As posições de Gleisi Hoffmann são sempre sublinhadas como fruto de temperamento forte, de postura desagregadora e radical. Dilma, violentada política e midiaticamente, é mantida, até hoje, sob silêncio e apagamento – só ressurge nas matérias como parâmetro de ineficiência. A mídia corporativa despreza o respeito à mulher e manipula o feminismo para insuflar ódio contra quem tem trajetória de respeito e valorização da igualdade de gênero. O ataque sórdido a Lula e com falsas equivalências – a despeito da história e do bom senso – é um insulto às mulheres. É misoginia em pele de feminismo.

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Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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