É lamentável o equívoco que o presidente Lula cometeu ao escolher a deputada Daniela Carneiro (União Brasil-RJ) ministra do Turismo de seu governo.
Tanto ela, quanto seu marido, Waguinho, prefeito de Belfort Roxo, do mesmo partido, têm, há quatro anos, relações políticas com a família do ex-PM Juracy Alves Prudêncio, acusado de chefiar a milícia de Belfort Roxo denominada “Bonde do Jura”.
Condenado a 22 anos de prisão em 2009, por um homicídio em Nova Iguaçu, ele obteve progressão de pena oito anos depois para o regime semiaberto. Em 2017, atuou como assessor do prefeito Waguinho e trabalhou na campanha de Daniela Carneiro em 2018. Em 2020, retornou para o regime fechado por ter cometido irregularidades no trabalho.
Sua mulher, a ex-vereadora Giane Prudêncio, também trabalhou para Daniela, nas campanhas de 2018 e 2022.
Atualmente, Jura está preso na Cadeia Pública Constantino Cokotós.
Tenho certeza que, se o presidente Lula soubesse de tudo isso, não teria nomeado a moça, que foi a deputada federal mais votada do Rio de Janeiro.
Nenhum acordo político justifica contaminar o governo que se inicia com esse tipo de associação, típica do governo anterior, ainda mais no ministério que será a cara do Brasil no exterior.
Ela deve ser trocada com urgência.
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