Opinião

Moro admite que auxílio-moradia é salário disfarçado para juízes e promotores

A explicação de Moro não convenceu ninguém nesta parte do Hemisfério porque, somada ao salário e ao auxílio-moradia, alguns integrantes da lava jato ainda faturam alto com palestras cujos valores não precisam ser declarados

A explicação de Moro não convenceu ninguém nesta parte do Hemisfério porque, somada ao salário e ao auxílio-moradia, alguns integrantes da lava jato ainda faturam alto com palestras cujos valores não precisam ser declarados
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O juiz Sérgio Moro admitiu nesta sexta-feira (2) que recebe o auxílio-moradia de R$ 4,3 mil como um salário adicional disfarçado. O magistrado da lava jato é proprietário de um imóvel em Curitiba, no bairro Bacacheri, a 3 km da Justiça Federal do Paraná, no bairro Ahú.

“O auxílio-moradia é pago indistintamente a todos os magistrados e, embora discutível, compensa a falta de reajuste dos vencimentos desde 1 de janeiro de 2015 e que, pela lei, deveriam ser anualmente reajustados”, admitiu.

O juiz Sérgio Moro tem salário mensal de R$ 28 mil, mas é acrescido de verbas indenizatórias e vantagens eventuais. O valor bate no teto constitucional de R$ 33,7 mil ao mês. Nesse caso, o auxílio-moradia não é computado como salário no contracheque. Ele vem “a mais”.

A explicação de Moro não convenceu ninguém nesta parte do Hemisfério porque, somada ao salário e ao auxílio-moradia, alguns integrantes da lava jato ainda faturam alto com palestras cujos valores não precisam ser declarados.

Além de Moro, os três desembargadores do TRF4 que condenaram Lula — Leandro Paulsen, João Pedro Gebran Neto e Victor Luís dos Santos Laus — também recebem a pecúnia (dinheiro) a título de auxílio-moradia, embora eles possuam imóveis próprios em Porto Alegre.

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Cortes 247

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