Que me perdoe a muita gente boa que comemorou a prisão de Eduardo Cunha, mas o que houve foi, na prática, uma exumação.
Essa prisão só faria algum sentido se tivesse sido feita antes de ele comandar, já entulhado em provas de sua vida criminosa, aquela sessão inenarrável que aprovou o impedimento de uma presidenta eleita por 54 milhões de brasileiros.
Cunha já estava morto, como bem lembrou Romero Jucá, em um de seus reveladores grampos que nunca deram em nada.
Comemorar a prisão de Eduardo Cunha, agora, é como festejar a colheita de uma fruta podre.
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