Opinião

Nem o PSDB acredita na viabilidade da candidatura de Alckmin

A candidatura Alckmin naufragou porque a última pesquisa apontou que ele tem apenas 5% das intenções de voto e a insatisfação no tucanato é porque o ex-governador não teria o perfil mais aguerrido para polemizar com o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, e, consequentemente, surrupiar-lhes alguns eleitores

A candidatura Alckmin naufragou porque a última pesquisa apontou que ele tem apenas 5% das intenções de voto e a insatisfação no tucanato é porque o ex-governador não teria o perfil mais aguerrido para polemizar com o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, e, consequentemente, surrupiar-lhes alguns eleitores
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Que a pré-candidatura de Geraldo Alckmin surgiu natimorta todos nós já sabemos, mas o que chama atenção é o aumento da resistência ao nome do ex-governador de São Paulo até mesmo no PSDB.

Segundo a Folha, que é tucana até a medula, é crescente o questionamento sobre a viabilidade da candidatura de Alckmin e o ninho reabriu a possibilidade de o ex-prefeito João Doria substituí-lo na disputa pela Presidência da República.

A estratégia que fulmina Alckmin, porém, resolveria o problema do palanque do PSDB com o governador Márcio França, do PSB, na busca da reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

Os últimos esforços de Geraldo Alckmin e de FHC, ao propor a criação do Centrão, visando atrair MDB e outros partidos de centro-direita, mostraram-se infrutíferos, bem como a “bolsonarização” ao defender o porte de arma na zona rural.

A candidatura Alckmin naufragou porque a última pesquisa apontou que ele tem apenas 5% das intenções de voto e a insatisfação no tucanato é porque o ex-governador não teria o perfil mais aguerrido para polemizar com o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, e, consequentemente, surrupiar-lhes alguns eleitores.

Some-se a isso o temor dos tucanos serem engolidos pela candidatura do ex-governador Ciro Gomes, do PDT, que vai se firmando num cenário sem o ex-presidente Lula.

É aí que ressurge no PSDB o nome de Doria para a corrida presidencial. A ideia de o ex-prefeito paulistano substituir Alckmin, ainda de acordo com a Folha, dominou as conversas políticas durante festa em homenagem ao juiz Sérgio Moro, em Nova Iorque, no início desta semana.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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