Por Hildegard Angel, para o 247
Foi ontem, e o nome do bar não podia ser outro, senão Bar Brasil, na Lapa, RJ. O chopp ótimo e o cardápio alemão. Ambiente de intelectuais, gente bonita em todos os aspectos e animada.
Eu me senti na Brasserie Lipp, em Paris, onde a gauche descolada traça o clássico “choucroute au jarret de porc”. E o que pediu, ao meu lado, o ministro Roberto Amaral? Chucrute com joelho de porco com mostarda escura, acompanhado de cerveja preta Caracu. Um clássico!
Amaral, vocês sabem, foi ministro da Ciência e Tecnologia de Lula, e quem dividia com ele o pedido – adivinhem – era o presidente do Instituto Lula, Márcio Porchmann, que enfrentou ontem tempestade e atraso de voo, para vir de Campinas fazer palestra na UERJ, promovida pelo IBEP – Instituto Brasileiro de Estudos Políticos, do qual Amaral é presidente emérito, e pela Rede Pró-Rio.
Foi a última da série de aulas abertas do curso “Pensadores do Brasil”, com a conferência “Desenvolvimento e Estratégias para a Reconstrução do Brasil”, a cargo do economista Porchmann, professor da Unicamp. Todo o conteúdo da série será reproduzido em publicações da UERJ. Além de ser acessível via YouTube.
Para pensar o futuro, Porchmann retornou às décadas de 1880, da Abolição da Escravatura, e de 1930, Revolução de 30, chegando ao momento atual, em que o centro da dinâmica mundial migra do Ocidente para o Oriente, sobretudo China, com a nova Rota da Seda. O que abre outras perspectivas para o Brasil.
Aula de economia a partir da História, até o fim deste século, em que a população brasileira, projeta-se, será negra em sua expressiva maioria, fazendo emergir uma elite negra. O que deverá motivar reavaliações (Ex.: o sistema de cotas), reações e, naturalmente, conflitos.
E mais a sorte de Deus ser brasileiro (aula minha) e termos um líder como Lula vivinho da Silva, cheio de energia, assessorado por um pensador da categoria de Porchmann (na foto comigo)
Outras fotos: Roberto Amaral, Juliana Moreira, Flávia Vinhaes, Felipe Kamia, Denis Maracci, Carlos Gadelha, Marcelo Barbosa, Francis Bogossisn, a cineasta Maria Augusta Carneiro (O Processo) + empresária e produtor dos filmes.
Todos fazendo o L. E teve a hora em q o Brasil (o Bar) cantou Lulalá.
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