Opinião

O banquete da vergonha

De fato, o banco Master conseguiu unir desafetos e inimigos políticos para um banquete

Banco Master
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O escândalo do banco Master, com seus afluentes políticos e corporativos, formou uma tsunami sem precedentes na República brasileira. Maior que o golpe contra a presidenta Dilma, a Vaza Jato e os atos golpistas de 8 de janeiro.

O estrago do caso Master é significativamente mais devastador porque não conta com o apoio da Suprema Corte para combatê-lo. O 8 de janeiro, por exemplo, foi apurado dentro dos trâmites da Justiça, e os envolvidos foram julgados e condenados.

Agora, o Master arrastou em suas águas turvas figuras proeminentes da Corte, do Congresso e de ramificações pelos Estados. No tubo de esgoto estão juízes do STF, senadores, deputados e governadores.

A rejeição de Jorge Messias ao Supremo indica que alguns ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, não o queriam assumindo a vaga do “malandro agulha” Luís Roberto Barroso, que pulou do barco antes que afundasse. Há especulações sobre uma possível dobradinha Moraes/Alcolumbre, na maior vergonha institucional deste século.

À reboque, e aproveitando que a sujeira está espalhada por todos os lados, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao PL da dosimetria, que permite a redução de pena dos condenados pelos atos golpistas.

O Partido dos Trabalhadores prepara uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para enviar ao STF, que terá prazo para decidir sobre a constitucionalidade da nova lei.

A questão é: a conexão de ministros do STF, como vem sendo apurado pela imprensa, com o banco Master, será impedimento para uma consulta detalhada à Constituição Federal?

De fato, o banco Master conseguiu unir desafetos e inimigos políticos para um banquete. O eleitor tem a obrigação de ir até a porta para anotar os nomes dos convidados e execrá-los na eleição deste ano.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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