O tríptico de expressões de Alexandre de Moraes durante a “sabatina” de ontem na CCJ, que ocupa metade da primeira página da “Folha” de hoje fala por si só. Dispensa legenda.
Na primeira foto à esquerda ele aparece pensativo, com cara de desdém, o olhar baixo e frio, o polegar da mão esquerda encostado nos lábios, numa expressão em que parece forçar-se a ficar quieto para não dizer o que pensa. Cara de poucos amigos.
Na segunda, o olhar é desconfiado, inquiridor, tenso, policialesco, olhar de quem vigia; a trilha sonora ideal para ela poderia ser um acorde típico de filmes de terror.
Na terceira, desajeitado, ele ensaia uma expressão simpática, tenta sorrir e aí se percebe porque ele nunca sorri: fica pior sorrindo, mais assustador; não provoca empatia, mas distanciamento; é o sorriso do Frankenstein.
Nenhuma das expressões denota compreensão, sabedoria, inteligência, justiça, humanidade.
Ele não se parece com nenhum dos outros oito ministros do STF.
Não tem a expressão contida, mas profunda e inteligente de Edson Facchin; não tem os olhos vivos e o humor de Lewandowski; não tem a empáfia contida de Dias Toffoli; nem a suavidade de Luis Roberto Barroso; nem o estilo “amigo, irmão, camarada” de Marco Aurélio Mello; muito menos a franqueza e a bagagem de Celso de Melo ou a expressão rude, mas de notório saber de Gilmar Mendes, muito menos o olhar inteligente de Luis Fux.
É um estranho no ninho. Não precisa nem abrir a boca para chegarmos a essa conclusão.
Não tem cara de ministro do STF, não tem pinta de ministro do STF, mas será ministro do STF.
Se Antônio Carlos Magalhães estivesse vivo diria:
– Ora, essa! Estão estranhando o que? Um mordomo de filme de terror só poderia escolher um Frankenstein!
Um Frankenstein domesticado, disposto a fazer tudo o que seu mestre mandar, principalmente assustar os inimigos.
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