Opinião

O vampiro de Curitiba

“O que mata um vampiro bem matado é a perda da imunidade parlamentar”, diz o colunista Alex Solnik; “Um vampiro que deixa de ser deputado e também presidente da Câmara dos Deputados porque descobriram que ele vive de chupar o sangue alheio vira um mortal qualquer, igual a mim e a você, sujeito a todos…

Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão Plenaria. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Não é fácil matar um vampiro, principalmente quando ele assume um cargo importante que lhe garante imunidade.

A tática da água benta funciona até um certo ponto: pode até corroer o corpo do vampiro, faz muito mal, é verdade, mas à morte não leva.

Crucifixos e cruzes não fazem mais efeito nos tempos atuais, já que muitos vampiros passaram a usá-los e dessa forma seus maus fluidos foram obstruídos.

Uma estaca no coração é vista ainda como a melhor arma, mas tem um problema: a nova geração de vampiros nasce sem coração, tornando-a sem efeito.

Bala ou espada ou outro objeto de prata não matam, mas se for algum objeto de ouro há uma certa linhagem de vampiros capaz de se matar para obtê-lo.

Cortar a cabeça do vampiro funciona, desde que ele tenha uma, a maioria não tem. Então, não há o que cortar.

Exposição ao sol é fatal, mas em Brasília as nuvens carregadas não têm dado nenhuma chance ao astro rei.

Agora, o que mata um vampiro bem matado é a perda da imunidade parlamentar.

Um vampiro que deixa de ser deputado e também presidente da Câmara dos Deputados porque descobriram que ele vive de chupar o sangue alheio vira um mortal qualquer, igual a mim e a você, sujeito a todos os percalços da vida de um vampiro.

   Podendo vir a ser, inclusive, o novo vampiro de Curitiba.

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Cortes 247

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