Sr. Florianno de Toledo: Sejam quais forem os defeitos do contador de S. Paulo (*) posso asseverar à Câmara que não é ladrão e que tanto basta para não merecer a confiança do Sr. Calmon.
Sr. Ramiro: Não se dá maior insulto!
Sr. Clemente Pereira: Disse o nobre deputado que esse empregado é honrado porque não praticou com ladrões e que é quanto basta para não merecer as simpatias do Sr. Calmon! Srs., isto pode dizer-se nesta casa do ministro da Fazenda?
Alguns Srs. : Pode, pode.
Numerosos apoiados.
Outros Srs.: Não pode, não pode.
Sr. Clemente Pereira: Ninguém pode nesta casa chamar ladrão a alguém acobertando-se com a prerrogativa da inviolabilidade de deputado quando fora daqui o não poder fazer sem responsabilidade.
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(*) equivalente ao atual secretário estadual da Fazenda.
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Sr. Floriano de Toledo: – O Sr. Holanda Cavalcanti também já chamou aqui ladrão o Sr. Calmon.
Sr. Ottoni: Em São Paulo, o Sr. Costa Carvalho (senador e ex-regente) também fez a mesma acusação (a de latrocínio) ao Sr. Calmon e o júri não achou matéria para acusação.
Sr. Floriano de Toledo: Então já estamos na posse do direito de o dizer!
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(Sessão da Câmara dos Deputados de 27 de junho de 1841)
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